sábado, 16 de agosto de 2014

Horrores no Museu de Cera - Parte 2




     "Museo del Horror" (1964) de Rafael Baledón.



Museo começa nas ruas do México em torno de 1890, quando jovens garotas são raptadas por um assassino com cara de múmia, que as arrasta para um quarto secreto debaixo um cemitério. Lá, ele despeja um caldeirão de cera fervente sobre elas, transformando-as em manequins para um museu. 



Os suspeitos são um taxidermista e um médico que faz experimentos com cadáveres com ajuda de ladrões de corpos. Terror gótico mexicano com influência de House of Wax e vários outros...




"Chamber of Horrors" (Um Casamento Macabro, 1966) de Hy Haverbeck.



Uma variação  de "House of Wax" , que envolve um maníaco fugitivo (Patrick O'Neal), que aterroriza a Baltimore do séc.19 em busca de vingança. Na sua trilha estão os proprietários de um museu de cera especializado em serial-killers (Cesare Danova e Wilfred Hyde-White) e seu ajudante anão Tun-Tun, que são também detetives amadores e ajudaram a prender o criminoso (que havia se casado com uma mulher depois de matá-la, motivo do título nacional!).



 Inicialmente concebido como um piloto para uma série de TV, este thriller de horror foi  temperado com violência e sangue adicional para o lançamento nos cinemas, além de conter um "alerta" para as cenas mais violentas e pequenas pontas de astros como Tony Curtis...





"Nightmare in Wax" ( Terror no Museu de Cera,1969) de Bud Townsend.



Cameron Mitchell é o desfigurado ex-maquiador de cinema Vincent Renard nesta outra variação do clássico House of Wax. O vingativo Renard dirige o Museu de Cera Movieland (que realmente existe), onde ele sequestra atores, dá-lhes drogas paralisantes, e mergulha-os em cera para  exposição como bonecos.



 O que ele procura, é vingança contra o estúdio de cinema em que trabalhava e contra o produtor responsável pela sua deformação. John Cardos e Scott Brady, dos filmes de Al Adamson são os detetives encarregados, mas é o desempenho enlouquecido de Mitchell, que dá um charme brega e cult ao filme.




Na antologia da Amicus "The House that Dripped Blood" (A Casa que Pingava Sangue, 1971) de Peter Duffell, no episódio "Waxworks", um homem (Peter Cushing ) fica obcecado com uma figura da personagem Salomé em um pequeno museu de cera macabro.



 O rosto da figura parece muito com uma mulher que ele se relacionara no passado. Ao descobrir o segredo do louco dono do museu, ele também acaba sendo exposto no local...Baseado em um conto de Robert Bloch.




"Terror in the Wax Museum" (Museu de Cera dos Horrores, 1973) de Georg Fenady.



John Carradine é Claude Dupree, dono do "Museu de Cera Dupree" na Londres de 1890. Ele ama suas figuras, treina o deformado corcunda Karkov na arte de produção de manequins de cera e reluta em vender seu negócio para Amos Burns (Broderick Crawford). 




Uma figura vestida como Jack, o Estripador o apunhala. Sua sobrinha Meg (Nicole Shelby) e sua guardião megera Julia (Elsa Lanchester) resolvem reabrir o negócio e todo mundo briga sobre quem realmente é dono do lugar. Depois de mais alguns assassinatos, a polícia começa a suspeitar do curador do museu Harry Flexner (Ray Milland), mas há muitos outros atrás da herança...
Um pequeno e delicioso thriller de terror, com um elenco notável de veteranos da era de ouro do gênero.




"Tourist Trap" (Armadilha para Turistas, 1979) de David Schmoeller.



Uma outra variação do tema: Um grupo de jovens viajando por estradas do deserto americano, encontra uma atração para turistas, um museu com manequins de cera bastante realistas. Os bonecos possuem vida (e poderes telecinéticos) e os atacam. 



Tudo pode ser por culpa do demente sr. Slausen (Chuck Connors), proprietário do lugar e que considera os bonecos seus amigos, mas nada é explicado - o que é o grande achado do pequeno e cult filme produzido por Charles Band.



"The Munster's Revenge" (A Vingança da Família Monstro,    1981) de Don Weis



A família Munster faz uma visita a um museu de cera e encontra réplicas suas junto com os de outros monstros famosos. Quando a família sai, as estátuas no museu (que na verdade são robôs) misteriosamente ganham vida e começam a cometer crimes em toda a cidade. Herman e Vovô (Fred Gwinne e Al Lewis) são, então, presos pelos crimes que não cometeram e tentam limpar seus nomes em tempo para a festa de Halloween na casa Munster. O vilão é o Dr. Dustin Diablo (Sid Caesar)...






Especial para a TV, tentativa de reviver a série cômica com parte do elenco original e convidados especiais, mas que fracassou por realmente não ter graça... 



"Waxwork" (A Passagem, 1988) de Anthony Hickox.




Um mago do mal (David Warner) cria uma exibição de cera de monstros famosos e assassinos e convida um grupo de inocentes jovens universitários para ver a coleção.



 No entanto, quando os jovens são presos nos cenários dos personagens (viajando misteriosamente para a época retratada no display), descobrem que são cobaias na tentativa de dar vida as esculturas monstruosas.
Comédia gore com diversos monstros clássicos.




"Waxwork II : Lost in Time" (Waxwork 2 : Perdidos no Tempo, 1991) de Anthony Hickox.



Na sequencia de Waxwork, o jovem Mark (Zach Galligan) e sua namorada Sarah (Monika Schnarre) conseguem escapar do museu de cera mortal antes que ela seja destruído. No entanto, uma mão de cera mortal escapa da destruição e segue Sarah até sua casa, aonde assassina seu padrasto antes de ela conseguir destruí-la. Quando Sarah é acusada do assassinato, ela e Mark tem de viajar de volta no tempo para parar o mal presente.




"M.D.C. - La Maschera Di Cera" (Museu de Horrores,1997) de Sergio Stivaletti




 Paris no Ano Novo, na virada do século passado: Um casal
é atacado por um homem encapuzado cuja mão foi substituído por uma garra de aço temível...


 ...12 anos  depois, um jovem aceita o desafio de passar uma noite inteira em um museu de cera cheio de encenações  de crimes horríveis, e acaba morrendo do coração. 



 A atenção da imprensa faz com que o curador, Boris Volkoff (Robert Hossein) , elabore um novo conjunto de atrações sombrias. Logo pessoas começam a desaparecer das ruas e o museu ganha novas figuras. Um repórter (namorado da menina que sobrevivera ao crime no começo) faz uma parceria com um inspetor de polícia e descobre que Boris injeta uma fórmula nos corpos para transforma-los nas figuras realistas.



Giallo gótico e sangrento, terceira versão cinematográfica do conto de Gaston Leroux "Le Masque de Cire".
 Produzido por Dario Argento, o filme é dedicado ao "Maestro" Lucio Fulci, que morreu durante a produção em março, 1996, sendo substituído pelo diretor estreante e mestre em efeitos de maquiagem Sergio Stivaletti.




"The Exotic House of Wax" (1997) de Cybil Richards
Versão erótica do gênero, aonde figuras de cera como Cleópatra, Casanova, Afrodite, criam vida (através de amuletos místicos) e ficam prontos para o sexo...






"House of Wax" ( A Casa de Cera, 2005) de Jaume Collet-Serra.


Um grupo de estudantes universitários a caminho de um jogo de football, chegam a uma cidade que parece deserta, com exceção de uma atração turística local, a Casa de Cera. 



Logo descobrem por que as esculturas no museu parece tão assustadoramente real, e que um par de irmãos assassinos estão interessados em torná-los parte da próxima exposição. No final ridículo, o museu que também era construído de cera (!?) derrete com um incêndio envolvendo os vilões...





House of Wax é um remake apenas no título do clássico em 3-D estrelado por Vincent Price (que é "homenageado" com seu nome em um dos vilões). Lixo puro!

                    "Wax" (2014) de Victor Matellano



Wax conta a história de um jovem jornalista encarregado de passar uma noite no Museu de Cera de Barcelona, ​​para investigar estranhas atividades paranormais  que parecem estar ocorrendo. Ele deve gravar tudo o que acontece lá, e logo vai começar a sentir que ele não está sozinho ... O vilão é o Dr. Knox (Jack Taylor), um cirurgião canibal sádico que ama vestir-se como Vincent Price em House of Wax. 



Nova homenagem ao gênero do espanhol Matellano, com elenco que inclui Geraldine Chaplin, Antonio Mayans, Lone Fleming e a voz de Paul (Jacinto Molina) Naschy -  em um dos bonecos de cera do museu...







quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Horrores no Museu de Cera

Museus com reproduções de cera de animais extintos, aberrações, personalidades, figuras históricas e da cultura popular, remontam a idade média. O mais famoso internacionalmente é o Madame Tussauds, inaugurado em Londres em 1835 e em atividade (e com filiais em várias partes do mundo) até hoje.



 Muitos destes museus possuem as chamadas Câmaras de Horror, aonde figuras realistas de criminosos notórios e monstros clássicos causam fascinação e medo. Filmes passados nestas locais e com horrores "verdadeiros" ou fantásticos, sempre renderam nas telas.



                                 Cabeças decapitadas de cera do Madame Tussauds


Um dos primeiros filmes a explorar o suspense e mistério dos Museus de Cera foi "Figures de Cire" (1914) de Maurice Tourneur, e a situação do homem corajoso que passa a noite em uma casa de cera e é assombrado pelas figuras, se tornou um dos clichês do gênero. Um filme mudo perdido por muito tempo e depois parcialmente restaurado.




          https://www.youtube.com/watch?v=e8epizeFCvI



 "Das Wachsfigurenkabinett" ( Waxworks/O Gabinete das Figuras de Cera, 1924) de Paul Leni, é um clássico filme expressionista do cinema mudo. 



Ao serem contadas as histórias de 3 personagens em exibição em um museu de cera, Leni tece três contos sobre a maldade humana. Emil Jannings estrela como o déspota do Oriente Médio Harroun al Raschid; Conrad Veidt é escalado como Ivan, o Terrível; e Werner Krauss personifica Jack, o Estripador.  



Com a força do filme, Leni foi convidada para Hollywood por Carl Laemmle, da Universal, e o resultado foi o clássico do gênero casa mal-assombrada, "O Gato e o Canário" (1927). Infelizmente, a maioria das cópias sobreviventes de "Waxworks" são retiradas da adulterada e light versão americana lançada na época.



"The Mystery of the Wax Museum" (Os Crimes do Museu, 1933) de Michael Curtiz, começa em Londres em 1920, quando o brilhante escultor Ivan Igor ( Lionel Atwill ) se recusa a transformar o seu museu de cera em uma forma mais rentável  de "casa do horror". 




Seu sócio ambicioso coloca fogo no lugar, na esperança de receber o seguro, e Ivan é atingido pelo fogo. 1933: New York City é atormentada por vários desaparecimentos - não só de pessoas vivas, mas de cadáveres recentemente falecidos da morgue. Um novo museu de cera é aberto por Ivan Igor, que sobreviveu ao incêndio de Londres, mas agora está confinado a uma cadeira de rodas. Quando o escultor decide que a jovem Charlotte (Fay Wray) é a imagem viva de Marie Antoinette - sua antiga figura preferida perdida no incêndio - começa a revelação de todas aquelas estátuas incrivelmente realistas são cadáveres cobertos de parafina!  
Primeira adaptação do conto "Le Masque de Cire" de Gaston (Fantasma da Ópera) Leloux. Filmado em um revolucionário (na época) sistema de Technicolor em duas cores, foi considerado um filme perdido por muito tempo, até ser redescoberto na coleção pessoal de Jack Warner em 1970, e restaurado por dedicados técnicos.




"Midnight at the Wax Museum" ( ou Midnight at Madame Tussaud's, 1936) de George Pearson.



Em grande parte filmado em locações dentro do museu de cera de Madame Tussauds, este filme de suspense gira em torno de um banqueiro que aposta que  pode passar uma noite inteira na Câmara de Horror do museu de cera de Londres. Infelizmente, uma vez lá, ele descobre que pode ser vítima de um assassino em potencial, de olho em sua fortuna...




"Charlie Chan at the Wax Museum" ( Charlie Chan no Museu de Cera, 1940) de Lynn Shores



O famoso detetive Charlie Chan (Sidney Toler) e diversos personagens diferentes, são convidados para a cerimônia de abertura de um museu de cera dedicado aos grandes assassinos da história.  



Uma onda de assassinatos subseqüente parece ser realizado pelas efígies de cera. Tudo é armação do gangster foragido McBirney (Marc Lawrence) e do cirurgião plástico louco Dr. Cream (Henry Gordon), que dirige o local e está modificando o rosto do bandido. Bastante suspense e clima em um dos grandes filmes com o personagem do detetive chinês, aqui vivido por seu segundo mais famoso intérprete (Toler substituindo muito bem Warner Oland).



"The Frozen Ghost" (1945) de Harold Young. 




 Lon Chaney, Jr. é "Gregor, o Grande", um hipnotizador teatral azarado, que depois de aparentemente causar a morte de um de seus voluntários da platéia, é forçado a se esconder. Ele acaba conseguindo um emprego em um museu de cera, aonde alguns fatos assustadores acontecem.



 Na verdade, tudo é parte de um esquema nefasto tramado pelo gerente desprezível de Gregor (Milburn Stone), com ajuda de Rudi (Martin Kosleck) - escultor das figuras de cera - para enlouquece-lo e roubar sua namorada (Evelyn Ankers)! 



Quarto filme da série "Inner Sanctum", da Universal , estrelada por Chaney . Apesar do título, nenhum fantasma realmente aparece - congelado ou descongelado.




"House of Wax" (Museu de Cera, 1953) de Andre de Toth.


Vincent Price interpreta o professor Henry Jarrod, o proprietário de um museu de cera, que fica preso no lugar durante um incêndio criminoso. Anos depois ele reabre um novo museu com figuras incrivelmente realistas, apesar de ele estar preso a uma cadeira de rodas e com as mãos deformadas. 





Ao mesmo tempo, um criminoso mascarado aterroriza a cidade, matando pessoas para depois roubar seus corpos do necrotério. 



Remake simplificado (mas muito bem produzido) do filme de 1933, e que foi a mais bem sucedida (financeiramente) produção em 3-D da década de 1950. Price em seu primeiro papel de Terror; Charles Bronson - ainda assinando como Charles Buchinsky - é uma presença ameaçadora como o escultor surdo-mudo assistente de Jarrod (apropriadamente chamado "Igor"); Carolyn Jones (a futura Morticia Adams) como uma das vítimas e, Phyllis Kirk como a mocinha. 



Ironicamente, Andre de Toth, diretor do filme, tinha apenas um olho bom, e tinha que pedir constantemente para seu elenco e equipe, se os vários efeitos em 3-D estavam saindo corretamente.




Diversas comédias de terror também utilizaram o expediente de colocar cenas passadas em "casas de cera", como por exemplo "Abbott & Costello às Voltas com Fantasmas" (1948) de Charles Barton, com Bela Lugosi e Lon Chaney Jr.; ou  "Abbott & Costello Meet Dr. Jekyll and Mr. Hyde" (1953) de Charles Lamont, com a dupla de trapalhões e o célebre veterano Boris Karloff. Em sua mais famosa sequencia, os dois policiais atrapalhados estão a caça do monstro Sr.Hyde em um Museu de Cera, quando misteriosamente as figuras do Monstro de Frankenstein e de Drácula ganham vida!



Imagem de cera de Lou Costello com Frankenstein, Drácula e o Lobisomem em um museu verdadeiro, em homenagem aos encontros dos rapazes com os monstros clássicos.

Museus de cera foram o tema de episódios de celebradas séries de terror e suspense da TV. "The Waxwork", episódio de "Alfred Hitchcock Presents" (Alfred Hitchcock Apresenta,  1959), tem um repórter (Barry Nelson), aceitando o velho desafio de passar a noite na Sala dos Assassinos de um museu; 




"Waxworks", episódio de 1962 da série "Thriller" (apresentada por Boris Karloff), trazia o assustador Oscar Homolka como o proprietário de um museu de cera itinerante com figuras de assassinos. Assassinatos sempre acontecem por onde ele passa, e um detetive investiga o mistério;






 "The New Exhibit" de "The Twilight Zone" (Além da Imaginação, 1963), mostrava como um funcionário de um Museu de Cera falido, para proteger as amadas figuras macabras às leva para o porão de sua casa. Logo, toda pessoa que toma contato com uma das estátuas, acaba morrendo misteriosamente...




"Santo en el Museo de Cera" (Santo Contra os Monstros do Museu de Cera, 1963) de Alfonso Corona Blake, mostrava o herói-lutador mexicano investigando uma série de desaparecimentos misteriosos.



 Ele descobre que o sinistro Dr. Kurt Karol (Claudio Brook), está transformando inocentes em figuras de cera de monstros clássicos (Frankenstein, Lobisomem, Quasímodo, Fantasma da Ópera, etc) que se movem ao seu comando para cometer crimes! Na verdade são pessoas deformadas e deixadas em um estado de profunda letargia pelo cientista. Quando El Santo destrói seu laboratório para salvar a "mocinha", as criaturas se voltam contra seu criador...