sábado, 28 de junho de 2014

Kong!!! (Capítulo 2: Outros "Kongs" )




King Kong se tornou uma verdadeira lenda do cinema e um ícone mundial. E, homenagens, cópias e variações vieram através dos anos.

PRIMEIROS CLONES:

Em "Unknown Island" (1948) de Jack Bernhard, uma expedição investiga uma ilha do Pacífico Sul aonde foram avistados estranhos seres. Encontram um Brontossauro (marionete) outros dinos (homens em mal encaixadas fantasias criadas por Ellis Burman e Howard Anderson) e um gorila gigante carnívoro (Ray 'Crash' Corrigan em uma de suas boas fantasias).



 A publicidade dizia "Tão Espetacular que demorou um ano para ser produzido!" Eles mentiram...




Na comédia "Africa Screams" (Abbott & Costello na África, 1949) de Charles Barton, a dupla de comediantes se envolve na busca de um tesouro de diamantes no coração do continente africano e topam (rapidamente) com um "infame macaco preto gigante"...um clone de Kong interpretado pelo veterano especialista em gorilas no cinema Charles Gemora.




Os irmãos produtores Herman e Nathan Cohen resolveram transportar a história do gorila gigante para a Londres dos anos 60 e realizaram "Konga" (1961) de Charles Lamont.



À cores e com uma divertida história trash de um chipanzé transformado em um gorila monstruoso por um cientista louco e tarado, O Konga britânico foi interpretado pelo ator e double Paul Stokman, em uma fantasia (criada por George D. "Robot Monster" Burrows) reciclada por Herman Cohen em várias produções.





Um parente distante do Rei, apareceu na Índia em "Shikari" ("Caçador", 1963) de Mohmmed Hussein. 




Uma aventura nas selvas, onde o dono de um circo e um cientista excêntrico procuram pelo mítico macaco gigante conhecido pelos nativos como Otango! Em meio aos inevitáveis números musicais típicos de Bollywood; um clone do Dr.Cyclops (1940) que reduz a mocinha e a guarda em um jarro, um dragão e outras criaturas; o próprio Otango, um ator em uma fantasia bastante boa para a época!



KONGU:


Vamos retornar um pouco no tempo...
Em 1933  estreou no Japão um filme mudo chamado "Wasei Kingu Kongu" de Torajiro Saito, sobre um macaco gigante (Ysamu Yamagushi) que causa estragos em Tóquio. Isso soa familiar? Isso porque o filme, que se traduz "King Kong Japonês", é uma imitação completa da versão americana lançada mais cedo no mesmo ano. Foi completamente ilegal e produzida pela Shochiku, que distribuiu o original no país em parceria com a RKO . 



 "Edo Ni Arawareta Kingu Kongu: Henge no maki" (ou King Kong Aparece em Edo, 1938) de Soya Kumagai ,não era uma continuação, mas uma outra versão do mesmo filme desta vez ambientada antes de 1868, quando Tóquio ainda era chamada Edo. Produzido pela Zencho Cinema, em vez de um macaco gigante, Kong era retratado como uma criatura  parecida com um Sasquatch gigante.



Ambos os filmes nunca foram lançados fora do Japão e especula-se que suas cópias foram destruídas durante os bombardeios da Segunda Guerra. Restaram informações publicitárias e fotos e cartazes divulgados em jornais. King Kong não iria aparecer de novo no cinema japonês até 1962...
O veterano Willis O'Brien perseguia obstinado na ideia de trazer King Kong de volta ás telas, e entre seus projetos estava "King Kong Meet Frankenstein", aonde a criatura criada por Mary Shelley, seria é claro, um gigante. Ele preparou diversos desenhos detalhados dos bonecos e de algumas cenas e os apresentou para diversos produtores. 
A ideia básica seria utilizada de forma diferente e bem longe de O'Brien, que morreria em 1962 sabendo da existência de um King Kong japonês (autorizado pela RKO), mas sem conseguir assisti-lo.



As mesmas bombas que destruíram parte do Japão e as cópias das primeiras versões "kaiju eiga" de King Kong, também geraram a história de Gojira (Godzilla), o grande Rei dos Monstros. "Kingo Kongu Tai Gojira" ( King Kong Contra Godzilla,1962) de Ishiro Honda, é a batalha imaginada por O'Brien, mas com o colosso radioativo em lugar do monstro de Frankenstein. A versão original japonesa tem muios momentos de humor, já que o filme foi realizado como uma sátira ao capitalismo. A versão internacional remontada nos Estados Unidos retirou parte da ironia...

















Os efeitos especiais (miniaturas e roupas dos monstros) ficaram a cargo de Eiji Tsuburaya e Kongu foi interpretado por Shôichi Hirose. Foi o primeiro filme colorido de Godzilla e também de Kong. O gorila apanha muito de seu oponente, mas no final a briga fica empatada, com cada um dos monstros voltando para seu habitat natural...




Kongu voltaria em uma aventura mais fantasiosa ainda: "Kingo Kongu no Gyakushu" ( A Fuga de King Kong, na tradução original "King Kong Contra Ataca", 1967) de Ishiro Honda. 






Um cientista maluco japonês cria uma réplica robótica do gorila chamada "Mechi-Kong" para explorar um material radioativo perigoso. Depois ele tenta dominar o próprio gorila gigante para o mesmo propósito e finalmente os dois monstros brigam nas ruas de Tóquio. O Kong original vence e retorna para sua ilha para descansar.




King Kong foi vivido por Haruo Nakajima (intérprete tradicional de Godzilla, inclusive no filme anterior) e o Kong mecânico por Yu Sekida ( que também faz o papel do dino Gorossaurus, que Kong enfrenta para resgatar a tradicional mocinha).





quinta-feira, 26 de junho de 2014

Kong!!! (Capítulo 1: Pai & "Filhos")




ORIGEM:

A tradição literária de uma selva remota e isolada povoada por nativos e animais pré-históricos tem as suas raízes no livro de 1912 "O Mundo Perdido", de Sir Arthur Conan Doyle, em que o filme mudo homônimo de 1925  foi baseado. Outro livro importante neste gênero literário é o romance de Edgar Rice Burroughs "A Terra que o Tempo Esqueceu " de 1918.

A primeira imagem de um gorila gigante pré-histórico aterrorizando e fascinando os seres humanos veio de cabeça de Merian C. Cooper. Explorador, aventureiro e cineasta, já havia realizado dezenas de documentários, nos lugares mais remotos e estranhos do mundo. Cooper achava que iria conseguir o que sempre procurou na vida: O Máximo em Aventura! Para desenvolver a história, procurou em 1931, o famoso escritor policial Edgar Wallace  e propôs a parceria no projeto, inicialmente chamado de "The Beast". Mas Wallace morreu de pneumonia complicada por diabetes em  Fevereiro de 1932 e Cooper disse mais tarde: "Na verdade, Edgar Wallace não escreveu nada de Kong, nem uma maldita palavra ... Prometi-lhe crédito e então lhe dei ... "( do livro The Making of King Kong, por Orville Goldner e George E. Turner, 1975).

A novelização do filme King Kong original foi publicada em dezembro de 1932 como parte da divulgação do lançamento  do filme. O romance foi creditado a Edgar Wallace e Merian C. Cooper, embora tenha sido, de fato, escrito por W. Delos Lovelace.



FILME:

Em 1931, Cooper incumbiu o diretor Ernest B. Schoedsack; seu amigo e parceiro a também co-dirigir o filme sobre o gorila, agora com o nome "The Eight Wonder ". Antes eles realizaram juntos o thriller de aventura "The Most Dangerous Game" (Zaroff, O Caçador de Vidas, 1932). Muitos dos cenários complexos de selva criados para este filme seriam re-utilizados, e para dar vida a criatura fantástica foi chamado o gênio dos efeitos especiais Willis O'Brien, que tinha feito todos os dinossauros em "O Mundo Perdido" de 1925. O projeto foi vendido para a produtora RKO  e começou com o título alterado para "Kong".



Parte do primeiro cartaz de divulgação do filme, ainda chamado simplesmente "Kong" e creditado a Edgar Wallace

Utilizando a técnica de "Stop-Motion", O'Brien, com a ajuda do estudante mexicano de Artes Plásticas Marcel Delgado, construiu e animou diversos modelos de 45 cm de altura durante muitos meses de trabalho árduo. Um filme a frente do de seu tempo, King Kong desafiou as limitações tecnológicas da década de 1930. Os efeitos especiais revolucionários do pioneiro Willis O'Brien , não só foram tecnicamente brilhantes, mas também altamente imaginativos e continuam a impressionar até mesmo em nossos dias de magia gerada por computador.





   Foto do esqueleto de um dos modelos originais de O'Brien para animar o gigante Kong




 O Filme estreou em New York em Abril de 1933, com seu título definitivo e clássico "King Kong". Foi um sucesso instantâneo, quebrando recordes de bilheteria e se tornando um dos principais carros-chefe da década de 1930.  Atraindo multidões ao redor do mundo, o filme conseguiu seus dois objetivos: produzir dinheiro e emoção. Além dos efeitos, a história divertida e comovente cativou o público e começou um caso de amor no mundo inteiro com o macaco gigante. 
Nomeado como um dos "100 Melhores Filmes de Todos os Tempos" pela revista Time, King Kong também foi incluído em sete das 100 listas de melhores do American Film Institute, incluindo a famosa "100 Anos..100 Filmes".


A História é mais do que conhecida: uma expedição à Ilha da Caveira, que encontra dinossauros e o gorila gigante adorado como um deus. Ele é capturado e levado para a civilização para ser exibido, se apaixona pela jovem atriz vivida por Fay Wray e acaba abatido por aviões em cima do edifício Empire State...





 O FILHO:


Como Kong havia morrido nas ruas de New York no final do filme, não havia possibilidade de uma continuação tipo "A Volta de". Com o monumental sucesso, Cooper decidiu dar um filho para o gorila e continuar a saga. E foi tudo muito mais fácil. King Kong teve um ano de pré-produção e testes e levou quase dois anos para ser filmado, custando na época 650 mil dólares. "Son of Kong" (O Filho de King Kong, 1933) de Ernest B. Shoedsack, custou apenas 250 mil e estreou em dezembro do mesmo ano em que seu pai "faleceu" nas telas.




 Ao contrário do marco que seu pai estrelou, "Son of Kong" certamente não é um clássico, mas apesar disso, continua a ser um  filme agradável, um pouco bobo,  mas que ainda apresenta todos os elementos bacanas do seu antecessor, apenas em menor grau. 



O mini-macaco ainda é uma envolvente criação de Willis O'Brien, mas sua aparência é muito menor e cômica. Ruth Rose, esposa de Shoedsack e responsável pelos roteiros dos dois filmes resumiu bem o projeto: "Se não dá para fazer maior, vamos faze-lo mais engraçado".




Agora uma questão: Supondo que King Kong não é um hermafrodita, também deve haver uma mãe Kong em algum lugar! Onde diabos ela está? Não era a sua história interessante o suficiente para contar? Ela é uma fêmea tão atípica que decidiu ficar fora do quadro durante as aventuras cinematográficas tanto de seu macho quanto de sua cria?  Ou talvez ela tenha se separado de  Kong quando notou que seu marido gostava da loura Fay Wray ???

OUTRA CRIA:

 A mesma equipe criativa responsável por King Kong e O Filho de Kong e o ator Robert Armstrong (que aparece em ambos os filmes) reuniram-se novamente em 1949 para mais um "épico peludo" da RKO.






Escrito e produzido por Merian C. Cooper (que forneceu a história) e Ruth Rose (que escreveu o roteiro), "Mighty Joe Young" ( Monstro de um Mundo Perdido) de Ernest B. Schoedsack, conta a história de uma jovem, "Jill Young", interpretada por Terry Moore, que vivem na fazenda de seu pai na África, e que acaba trazendo o personagem-título, um gorila gigante, para Hollywood.



Willis O'Brien foi o supervisor dos efeitos de stop motion do filme. Ray Harryhausen foi contratado em 1947 em sua primeira missão de cinema como animador assistente de O'Brien. Mas O'Brien acabou concentrando-se em resolver os diversos problemas técnicos da produção, delegando a maior parte da animação real para Harryhausen; Pete Peterson e Marcel Delgado também animaram algumas sequências do filme.
Os modelos (de Marcel Delgado) e a animação são mais complexos do que King Kong, contendo gestos mais sutis e até mesmo alguns elementos cômicos.



 Apesar deste aumento da sofisticação técnica, este filme, assim como Kong, apresenta alguns problemas graves de escala, com Joe visivelmente mudando de tamanho entre as cenas. O personagem-título não deveria ser tão grande quanto Kong, talvez 10-12 metros de altura; Harryhausen atribuiu esses lapsos ao produtor Cooper, que insistiu que Joe ficasse maior em algumas cenas para efeito dramático.



Uma curiosidade: Acima o cartaz de Mighty Joe Young do Egito, aonde foi chamado de  Filho de King Kong!

Feito na esteira dos filmes anteriores, Joe Young é uma ótima diversão mas não fez muito sucesso. Recebeu no entanto o Oscar de Efeitos Especiais de 1949 (O Oscar de Efeitos só passou a ser conferido a partir de 1939), premiando finalmente o trabalho meticuloso e inovador de Willis O'Brien.












terça-feira, 24 de junho de 2014

O Terror de Norman J. Warren


O cinema de horror britânico é muito conhecido pelo filmes Góticos da Hammer e seus diretores clássicos como: Terence Fisher, Roy Ward Baker, Freddie Francis, 
Assim também como por cineastas do calibre  de Michael Winner ("Os Que Chegam com a Noite", "A Sentinela dos Malditos") ou Ken Russell ("Os Dêmonios", "Gothic") que transitaram pelo cinema fantástico com criatividade, inteligência e ousadia. Na contra-mão das tendências Góticas ou intelectuais, existe por exemplo...Norman J. Warren!



Nascido em 25 de Junho de 1942 em Londres, Norman John Warren, quando criança, sofreu de poliomielite e perdeu os movimentos de um dos braços. Ávido fã de cinema, começou a trabalhar na indústria aos 18 anos como assistente de produção e depois de direção. Sua estreia como diretor foi com o curta de 15 minutos "Fragment" (1965), um drama rodado em p&b. 



Quando as cordas da censura afrouxaram mundo afora no final dos anos 60, uma leva de filmes de sexo softcore foram realizados. Norman liderou a onda na Inglaterra com seu "Her Private Hell" (1968), um sucesso alavancado mais pelo escândalo que provocou, do que por seus atributos técnicos. Seguiu-se "Loving Feeling" (Amantes Desenfreados, 1968), do mesmo gênero e que ajudou a colocar o diretor no mapa. Além de não ter visto muito dos lucros (os filmes foram produzidos por um indiano, dono de um cinema fuleiro em Londres), Warren achou o gênero muito limitado e aborrecido, decidindo trabalhar como editor de filmes.


Depois de ser sondado pela produtora AIP para dirigir um filme de terror (que acabou nas mãos de outro diretor), ele acabou aceitando o convite da pequena Monumental Pictures e realizou "Satan's Slave" (1976) com Michael Gough , Candance Glendenning e Martin Potter (Satyricon de Fellini). 



Gough faz um homem obcecado por feitiçaria que conspira para sacrificar sua própria sobrinha recém órfã (Candance) e assim trazer de volta o espírito de uma ancestral, queimada na fogueira séculos antes. Warren fala sobre Gough na revista Fangoria # 69 (1987) -" Um profissional completo e sempre alegre ao trabalhar, mesmo quando chamado de volta ao set depois de uma jornada de 20 horas de filmagens e apenas quatro horas de sono!"



 Warren chamou a atenção para outra onda que ocupava as telas dos cinemas na época, o horror-sexploitation e gore!
Nada mais de mocinhas em comportados vestidos diáfanos em corredores de castelos bolorentos e cenas de mortes sugeridas...Os filmes de Warren se passam na atualidade, com jovens nuas, sexo e principalmente, com muita violência gráfica. Apesar das limitações de orçamento, os efeitos de maquiagens gore são sempre caprichados.



Com "Terror" (O Ente Diabólico, 1978), Norman tentou uma resposta ao sucesso internacional de "Suspiria" de Dario Argento. Em Londres, um homem faz um filme mostrando como sua família havia queimado uma bruxa cem anos antes.


Após uma exibição privada do filme, seus familiares e técnicos envolvidos com a obra começam a morrer : o produtor é decapitado por uma espada; uma mulher foge pela floresta e morre espetada em uma árvore, enquanto outros morrem de formas mais bizarras. Em determinado momento, um carro flutua por cima de galhos de árvores!



 Baseado em um roteiro de David McGillivray ( assim como o filme anterior), "Terror" é um filme propositalmente confuso, com cenas de mortes criativas e mostradas com cores primárias berrantes (como no filme de Argento). "Haviam muitos filmes de horror na época e todos me pareciam muito iguais, e eu não queria seguir as regras do gênero. "Terror" é um dos meus filmes favoritos...mas eu sou o primeiro a dizer que ele não faz nenhum sentido; são apenas uma série de sequencias de mortes." (Norman Warren)




Com "Prey" (1978), Warren foi ainda mais fundo na junção de horror e sexploitation. Uma espaçonave alienígena cai em algum lugar do interior da Inglaterra. Seu ocupante ataca um casal e assume a forma do homem.



 O estranho, aparentemente ferido, chega a uma velha mansão, aonde Jessica (Glory Annen) está em um relacionamento turbulento com sua possessiva amante Josephine (Sally Faulkner). 



Enquanto Josephine se mostra arrogante e agressiva com "Anders" (Barry Sroke), Jessica se interessa por ele. O que ela vai descobrir tarde demais, é que o alienígena é na verdade de uma raça meio felina e carnívora e... ela é o jantar!




Warren foi contratado pelo produtor Terry Marcel para dirigir este filme sem roteiro (apenas poucas linhas de argumento); elenco mínimo, orçamento apertado e tempo curto (10 dias). Sua única vantagem, foi contar com um grupo de técnicos muito bons e que haviam acabado de rodar a comédia "A Vingança da Pantera Cor-de-Rosa" de Blake Edwards, filme em que Marcel havia trabalhado como assistente de direção.

"Outer Touch" ( ou "Spaced Out",1979) de Norman Warren, é uma comédia sexy de ficção científica e nenhuma violência.



Três lindas alienígenas ( e "Wurlitzer" um computador de bordo gay!) chegam na Terra e fazem quatro prisioneiros (três machos e uma fêmea). Nunca tendo visto homens antes, elas os submetem a diversas experiências e testes intensos e claro acabam se apaixonando pelos abduzidos.

Tendo acrescentado Ficção Científica ao seu repertório, e influenciado pelo sucesso de "Alien" (1979), Warren rodou um de seus filmes mais cultuados "Inseminoid" (1981). 



Um grupo de cientistas estão trabalhando em um laboratório localizado em um planeta distante. Um deles, Sandy (Judy Geeson), é atacada, violentada e engravidada por uma criatura monstruosa encontrada em uma tumba. Ela então, começa a matar seus colegas para beber seu sangue, até dar a luz a um bebê mutante.




Aqui, apesar do costumeiro orçamento apertado, Warren teve uma boa equipe técnica e atrizes oriundas da Hammer (Geeson e Stephanie Beacham). Os bons efeitos sangrentos foram realizados por Nick Maley (também produtor junto com sua mulher) e Bob Keen. Filmado nas cavernas de Chislehurst, utilizando muita máquina de fumaça e filtros coloridos para a ambientação extraterrestre, e com "equipamentos" e figurinos futuristas bastante improvisados e divertidos. 




A exibição teve problemas com grupos organizados de mulheres que se sentiram ofendidas com a visão particular de maternidade do filme. Cartas aos jornais e protestos em frente aos cinemas, só acabaram ajudaram na bilheteria...

Norman incursionou em outro gênero com "Gunpowder" (1986); uma comédia de ação sobre dois agentes da Interpol com a missão de deter uma vilã (Debra Burton) que quer desestabilizar a economia mundial.


Com "Bloody New Year/Time Warp Terror" (Hotel dos Horrores, 1987), Norman J. Warren tentou uma volta misturando terror adolescente com título baseado em datas festivas, com ficção científica ao estilo anos 50. Nenhuma garota nua e pouco gore desta vez!



Um grupo de jovens sofre um naufrágio e encontram refúgio em um hotel abandonando em uma ilha deserta. O local está decorado para uma festa de ano novo, e logo eles descobrem que estranhos fenômenos temporais e dimensionais assombram o local.




  Entre as coisas malucas que passam a ocorrer, está neve dentro da casa, perseguidores invisíveis e uma "mesa monstro", tudo com movimentos furiosos de câmera, aparentemente inspirado em "The Evil Dead". A coisa boa é que Warren parece estar apenas se divertindo com o gênero, porque toda a produção tem uma forte sensação de deboche.



 Foi seu último longa. Ele passou dirigir videos clips e curtas educacionais e a trabalhar como diretor de fotografia em documentários. 
Seus filmes de terror trash  desenvolveram um status cult, culminando com a realização de  "Evil Heritage" (1999) de Darren Perry, um documentário sobre o seu trabalho, e o lançamento de uma caixa de DVD com toda sua obra em 2004.



Norman J. Warren é um convidado regular no Festival de Cinema Fantástico de Manchester e em convenções do gênero...